segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Escola Bíblica Familiar - Ezequiel: Um coração novo

A actividade profética de Ezequiel na Babilónia dura cerca de vinte anos. Um tema considerado inovador na teologia de Ezequiel é o da responsabilidade individual de cada um, que contrasta com a ideia tradicional da responsabilidade colectiva. É dele que, depois, vai derivar, no Judaísmo posterior, a crença na retribuição após a morte. A presença de Deus no meio do seu povo, mesmo entre os exilados (na Babilonia), é outro ponto em que insiste amiúde. Deus não abandona o seu povo. A visão do carro de Deus (1-3) mostra que Ele não está ligado à Palestina, mas acompanha o seu povo por toda a parte. A esperança na restauração futura de Israel é inculcada com a visão da ressurreição dos ossos ressequidos (37): Deus faz reviver os ossos, como também há-de fazer voltar Israel para a sua pátria. Os capítulos 34-39 contêm vários oráculos sobre a salvação futura de Israel.

Segundo aniversário de Pedra Angular

Foi no dia 02 de Novembro de 2007 que foi para o ar a primeira emissão de Pedra Angular - O Espaço da Igreja Católica na Rádio Lafões - semanalmente às 19:00h de Sexta-feira, nas frequências FM 93.0 e 95.4.
Estamos a celebrar o segundo aniversário de Pedra Angular
Inicialmente foi apresentado por Paulo Rodrigues e Pedro Leitão. Mais tarde passou a ser apresentado pela dupla Pedro Leitão e António Henrique.
Actualmente dão a voz pelo Pedra Angular Carlos Cunha e Raimundo Elias.
Envie as suas palavras de aniversário para programapedraangular@gmail.com

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Escola Bíblica Familiar - Jeremias: Uma nova aliança

Jeremias é o nome dado ao livro do profeta cuja vida melhor conhecemos, pois a sua obra nos oferece inúmeros dados, tanto pessoais como sociais e históricos, relativos ao seu tempo. Nasceu por volta de 650 a.C., em Anatot, aldeia da tribo de Benjamim, situada a uns 5 km a nordeste de Jerusalém,
de uma família de ascendência sacerdotal.
Jeremias viveu num dos períodos mais conturbados da história do povo de Israel: o fim do reino de Judá e a destruição de Jerusalém (587/86) pelo império da Babilónia. A mensagem que Jeremias nos oferece é profundamente espiritual e teológica. Dela, vem em destaque a doutrina da nova aliança (Jer 31,31-34), bem como a sua permanente confiança no Senhor que o ajuda a superar todas as adversidades com que se vê confrontado.
Apesar das constantes proclamações de que a pátria seria destruída, Jeremias não foi um profeta ao serviço da Babilónia. Soube pôr o projecto de Deus acima dos interesses políticos e exortar os homens do seu tempo à fidelidade, embora se constate que os seus apelos foram em vão. Por isso Jerusalém viria a ser destruída em 587 e o povo de Israel partiria para o exílio na Babilónia, a fim de expiar o seu pecado.

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Escola Bíblica Familiar: Isaías (Is): Santidade de Deus

Isaías prega a “política” da fé («se não acreditardes, não subsistireis»: Is 7,9) e da confiança em Deus, razão por que a sua profecia está eivada de temas messiânicos ligados à dinastia, segundo as promessas feitas por Deus a David (2 Sm 7,13-16).
O messianismo de Isaías arranca deste chão dinástico, que vai influenciar decisivamente as correntes messiânicas posteriores e o messianismo de Jesus Cristo, tão bem expresso nos evangelhos da infância de Mateus e Lucas. Ligado ao tema da fé, está o tema central da santidade de Deus e o tema do “resto de Israel” (Is 6,13; 10,20-22).
Os capítulos 40-55 constituem a segunda parte do livro de Isaías, por isso chamado: Segundo Isaías ou Dêutero-Isaías. A história destes poemas narrativos tem a ver com o regresso dos judeus depois do cativeiro da Babilónia. A primeira deportação dos judeus para a Babilónia deu-se em 597 a.c.; em 586 é a conquista de Jerusalém e a segunda deportação.
O profeta a quem chamamos Segundo Isaías exerce o seu ministério profético durante a última parte do exílio babilónico, exortando os judeus a não desanimarem. Para isso, apresenta o Deus-Javé, criador do céu e da terra, Senhor da vida e da História, como o único Deus.

domingo, 27 de Setembro de 2009

Ben Sirá (Sir): A preservação da identidade do povo - Escola Bíblica Familiar (EBF)

Desde os primeiros séculos do Cristianismo até há pouco tempo, o nome mais comum para designar este livro era “Eclesiástico” (do latim “Ecclesiasticus liber”), o que significa o livro da assembleia. O autor, Jesus Ben Sira, ou Sirácide, terá vivido em Jerusalém (Sir 50,27) no início do séc. II a.C., como se pode deduzir do louvor que faz a Simão, Sumo Sacerdote ( Sir 50,1-21). Originariamente, Ben Sira foi escrito em hebraico; mas esse texto, perdido durante séculos, só foi descoberto recentemente. Felizmente havia, pelo menos, uma tradução grega, feita no Egipto pelo neto do autor. Foi esta que entrou para a Bíblia grega, sendo depois aceite pela Igreja como texto canónico. Do confronto helenismo-judaísmo, Ben Sira assimila o que considera bom e compatível com a sua fé; mas rejeita o que se opõe à essência da fé judaica e alerta para os perigos da cultura envolvente e dominante. O autor faz ainda uma síntese da religião tradicional e da sabedoria comum, à luz da sua própria experiência. A série de personagens da História de Israel, cujo relato se apresenta na parte final do livro (Sir 44,1-50,21), tem o objectivo pedagógico de despertar o orgulho em pertencer a um povo de grandes homens.

Sabedoria (Sb): A justiça é imortal - Escola Bíblica Familiar (EBF)

O livro da Sabedoria conclui o Antigo Testamento, num momento fundamental do diálogo entre o judaísmo e a cultura grega. Por isso, a sua língua é o grego e pertence aos chamados livros Deuterocanónicos, por se encontrar apenas na Bíblia grega e, consequentemente, não entrar nem no Cânon judaico (da Bíblia hebraica) nem, mais tarde, no Cânon das igrejas protestantes. Face a um ambiente religioso, filosófico e cultural, que apresentava um estilo de vida material e formalmente atraente, era imperioso dar razões fortes da fé, mesmo em termos racionais e vitais, para que ela não aparecesse inferiorizada como proposta ou estilo de vida. Por isso o autor mostra excepcionais conhecimentos de toda a Bíblia e da vida cultural helenística.

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Diocese do Algarve cria Televisão

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Escola Bíblica Familiar (EBF) Cântico dos Cânticos (Ct): O mistério do amor

Este livro canta o grande amor entre uma mulher e um homem, em que o corpo e o desejo fazem parte de um jogo de sedução e fruição. É este o sentido natural do Cântico dos Cânticos. O Cântico dos Cânticos manifesta, numa linguagem muito humana, e poética, uma antiga concepção bíblica da experiência religiosa: Deus mantém viva a relação amorosa com o seu povo, como a esposa com o esposo. O Novo Testamento fez a transposição da metáfora do esposo-esposa do Antigo Testamento, para exprimir a relação Cristo-Igreja (cf. Ef 5, 21-24).

sábado, 5 de Setembro de 2009

VI Simpósio do Clero de Portugal

quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Darfur

terça-feira, 4 de Agosto de 2009

por Darfur!

por Darfur

semear a esperança (...)

sábado, 4 de Julho de 2009

Eclesiastes ou Qohélet (Ecl): viver o presente

O livro começa com a expressão «Palavras de Qohélet, filho de David, rei de Jerusalém», geralmente considerada como título da obra. O texto grego traduziu o termo hebraico “Qohélet” por “Eclesiastes”, que se transferiu para o latim e, depois, para as outras línguas. Daí o título do livro aparecer como Eclesiastes, por influência grega e latina, ou como Qohélet, que é a tendência das traduções modernas, transliterando o hebraico.
Em forma tipicamente sapiencial de reflexão, de confissão, de máximas e de considerações várias de cariz autobiográfico, o autor chama a atenção para a finalidade da existência humana. Este não é pessimista, nem optimista, nem oportunista; mas sim realista, lúcido, inconformista e franco, atento ao próprio ritmo da vida e consciente da radical insuficiência do homem, face à realidade da morte, para resolver o mistério da existência.
No entanto, Eclesiastes é um homem de fé. Perante situações absolutamente incompreensíveis para a razão humana, acaba reconhecendo que a Deus não se pode pedir contas (7,13); que o homem deve aceitar na vida tanto as provações como as alegrias (7,14) e que é preciso observar os mandamentos e temer a Deus.
Na linha do livro de Job, Eclesiastes põe em causa as certezas da sabedoria tradicional, mas ainda não tem soluções para as substituir. É uma obra de transição, situando-se na encruzilhada do pensamento hebraico; e cria expectativa para uma nova luz que, sendo dom de Deus, ilumina todo o homem que vem a este mundo (Jo 1,9). Representa ainda uma etapa do progresso religioso que, superando as concepções antigas, prepara os espíritos para uma revelação mais perfeita.

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

No Arms

quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Escola Bíblica Familiar: Provérbios (Pr): Deus fala através da experiência do povo

O livro dos Provérbios é o primeiro e o mais representativo documento da literatura sapiencial de Israel. Trata-se de uma antologia de colecções heterogéneas, de origens e datas diferentes, abrangendo um período de tempo que se estende do séc. X ao séc. V a.C.. A tradição hebraica é unânime na aceitação do livro dos Provérbios; o NT cita-o várias vezes e a Igreja primitiva tê-lo-ia utilizado na catequese moral para os catecúmenos. Tal como no aspecto literário, também no doutrinal este livro não apresenta unidade. De uma forma genérica, ensina a arte de bem viver, pondo em relevo a preocupação pelos simples, especialmente os jovens sem experiência, procurando incutir-lhes uma personalidade firme, guiada pela sabedoria e piedade filial, evitando a preguiça, o vinho, as más companhias, as mulheres de má vida, os desmandos da língua, a iniquidade. Esta moral pode parecer apenas natural e laica; mas não há dúvida que a religião é a base de toda a moralidade dos Provérbios. Por isso, «o temor do Senhor», princípio e coroamento da sabedoria, fonte de felicidade, aparece como chave e fecho deste livro (1,7; 31,30), embora não sejam muitas as referências directas à lei, ao culto e à aliança, noções fundamentais na religião hebraica. Apresenta um certo optimismo, na medida em que o homem aparece inserido num mundo em que pode fazer as suas opções em ordem a ter êxito na vida, tornando-se responsável por ele próprio. Foi uma ampla experiência humana que permitiu formular provérbios anunciadores da recompensa atribuída à justiça, à bondade e à humildade, assim como da punição reservada a atitudes opostas. Contudo, também já se nota a percepção de que essa recompensa não obedece a nenhum automatismo, pois, acima de toda a sabedoria e habilidade está Deus, o soberano absoluto da natureza, dos acontecimentos e do coração humano (21,30-31).

domingo, 21 de Junho de 2009

O valor do exemplo...

sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Escola Bíblica Familiar - Livro dos Salmos (Sl): A oração do povo de Deus

Estes hinos religiosos são herdeiros e, em certos casos, em linha directa, da poesia religiosa da tradição cananaica, que os hebreus, em boa parte, aproveitaram. Houve certamente épocas privilegiadas na produção destes Salmos; a de David poderá ter sido uma delas. O Livro dos Salmos engloba, na actual Bíblia Hebraica, um conjunto de 150 cânticos de que os Salmos 1 e 2 constituem a abertura e o Salmo 150 representa o encerramento. O conteúdo e o contexto dos Salmos fazem com que todos tenham um aspecto semelhante. São expressões de vivência religiosa e de oração. Podem--se destacar, no entanto, os seguintes géneros literários: de louvor ou hinos, almos individuais e colectivos de súplica, confiança ou acção de graças (claramente os mais numerosos de todos), salmos penitenciais, salmos reais e salmos didácticos. Nos 150 Salmos, há ideias que são expressas com mais ou menos intensidade. A utilização que tiveram fez deles a expressão literária das verdades religiosas fundamentais. É o caso das expectativas messiânicas, facilmente associadas aos Salmos de temática real. Mas o que eles traduzem mais explicitamente é sobretudo a concepção de Deus e de todos os elementos decisivos da experiência religiosa: um Deus que governa o mundo, a vida e a História, que é acolhedor e próximo, disposto a atender os pedidos de socorro, os gritos de desespero e os anseios de esperança, tanto de cada indivíduo como de toda a comunidade. Devido a esta representatividade, os Salmos tornam-se como que um tratado de teologia bíblica, uma vez que a sua expressividade orante encerra subtilezas tão íntimas que facilmente escapariam aos tratados catequéticos ou mesmo proféticos.

Pe. Léo - Jesus está disfarçado em sua casa (1/2)

Pe. Léo - Jesus está disfarçado em sua casa (2/2)

Chicken a la Carte - A short film about the hunger and poverty brought about by Globalization

quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Curso de Animadores Bíblicos em Viseu

Na sequência da Semana Bíblica, vai realizar-se no Centro Pastoral de Viseu, no dia 4 de Julho, das 9.30 às 17.30 horas a primeira sessão de um Curso para Animadores Bíblicos. Orienta os trabalhos Frei Herculano Alves, franciscano capuchinho, professor da UCP e responsável do Movimento de Dinamização Bíblica.
Este curso pretende contribuir para uma maior animação bíblica da pastoral, em que a Palavra de Deus seja linfa que corre das raízes (liturgia), pelos ramos (profecia) e frutos (caridade).
No horizonte, está também a necessidade de concretizar e intensificar ainda mais a “pastoral bíblica” que pode passar pelos Grupos Bíblicos (GB), Comunidades de Leitura Orante da Bíblia (CLOB) e pelos núcleos dos vários movimentos e obras.
Os destinatários são os animadores (actuais ou futuros) destes vários organismos. São ainda convidadas todas as pessoas que colocam como possibilidade, e em sintonia com o seu pároco, vir a constituir e animar no seu prédio, bairro, aldeia um Grupo Bíblico ou uma Comunidade de Leitura Orante da Bíblia.
Este curso é também muito útil para catequistas, animadores de grupos de jovens e para quem deseje conhecer melhor a Bíblia.
Inscrições no Secretariado Diocesano de Educação Cristã (Centro Pastoral) ou através de: folhaaodomingo@gmail.com.

sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Escola Bíblica Familiar: Job - A verdadeira religião

Este livro impôs-se como um dos mais elevados momentos literários da Bíblia e da Literatura Universal. Para a História da teologia, da filosofia e da cultura, até aos dias de hoje, ficou a ser um verdadeiro marco miliário da tomada de consciência dos dramas da experiência humana. Enfrenta a questão do sofrimento e das suas repercussões, quer directamente na experiência de quem sofre, quer indirectamente na interacção que se produz entre as concepções morais e outras categorias religiosas fundamentais, tais como o sofrimento e a doença, o pecado e o castigo, a santidade e a felicidade. Enfim, é o problema de saber se existe alguma correlação justa ou lógica entre a maneira honesta como se vive e a maneira como a vida nos corre. O livro de Job é, essencialmente, uma obra de reflexão e meditação, um espaço para levantar questões ainda hoje dramáticas. Neste livro recusa-se que a causalidade de todo o sofrimento deva ser atribuída ao homem ou a Deus. A ética e o ciclo da vida, com os seus percursos naturais de sofrimento e morte, são dois processos coexistentes, apesar de autónomos. A pretensão de misturá-los é simplista e inútil. A justiça e a acção de Deus não se podem medir com as regras de equivalência que são normais em justiça distributiva. Eis um dos mais marcantes contributos do livro de Job para esta importante questão do humanismo e da experiência religiosa. A sua atitude básica, perante o sofrimento, não é de moral legalista, nem pietista, nem expiacionista, mas uma atitude de corajoso acolhimento da realidade; é contemplativa e verificadora; é um caminho de sabedoria. É, por conseguinte, um espaço de transformação de si mesmo e dos factos. É ainda acolhimento do Deus invisível nas experiências humanas de paraíso e de deserto.

domingo, 7 de Junho de 2009

Escola Bíblica Familiar: 2.° Livro dos Macabeus (2Mc) – A fé leva ao heroísmo…

O 2.° Livro dos Macabeus não é, como facilmente se poderia supor, a continuação do primeiro, nem tem o mesmo autor. De comum entre os dois existe apenas o clima de perseguição à fé, orquestrada igualmente pelos Selêucidas. A lei como expressão da aliança e o templo são os pontos de referência da fé, a necessitar de revigoramento para não se deixar absorver pela pressão da nova cultura. Por isso, ao lado daqueles que, por debilidade ou oportunismo sócio-político, renegam a fé, o autor coloca os que se refugiam em Deus e vão para o campo de batalha, apoiados nas armas da oração, do jejum e da leitura da Bíblia. Neste quadro de fé no Deus da aliança, que protege os que morrem por ela em vez de a renegar, surgem alguns ensinamentos desenvolvidos depois no cenário da revelação. É o caso dos anjos, como agentes de Deus para executar o seu projecto (2,21; 3,24-26; 10,29; 11,6-8; 15,23), do valor da oração dos vivos para conseguir de Deus o perdão dos pecados dos defuntos (12,43-45), bem como do valor da intercessão dos «santos» que estão na outra vida, em favor dos que ainda peregrinam na terra (15,12-16); e ainda a questão da ressurreição dos fiéis (7,9.14.23.28-29.36; 12,43-45; 14,46) e a retribuição depois da morte, tanto para os fiéis como para os que fizeram mal ao povo, pois Deus dará a cada um segundo o que tiver merecido.

sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Escola Bíblica Familiar: Macabeus (1Mc) – Resistir em nome da fé…

Chamam-se Macabeus, não porque tal fosse o nome do seu autor, mas porque Judas, o protagonista dos principais acontecimentos narrados nos dois livros, foi denominado “Macabeu”. Foi São Clemente de Alexandria (séc. III d.C.) quem, pela primeira vez, lhes atribuiu esse título, que se tornou corrente na tradição cristã. O 1.° livro dos Macabeus é obra de autor desconhecido, mas bom conhecedor da Palestina e imbuído da fé que caracteriza o povo eleito. É precisamente esta fé que o leva a narrar a História recente do seu povo, para impedir os seus irmãos de raça de serem infiéis à aliança.
No horizonte, está o confronto entre a fé de Israel e os novos modos de viver da cultura helenística, em que o judaísmo da diáspora se encontra. Para responder a essa situação concreta e precaver da traição à fé, o autor vai buscar neste período histórico os modelos de fé nele encontrados. Por isso, mais que descrever objectivamente o que foi feito, o escritor sagrado preocupa-se em mostrar como, por atitudes idênticas às deles, o povo fiel pode continuar a viver a sua fé no Deus único e a manter a sua identidade nacional.

sábado, 23 de Maio de 2009

Crisma Arciprestal de S. Pedro do Sul

Celebração do Crisma Arciprestal de S. Pedro do Sul, 23 de Maio de 2009, 17:00h, Igreja Paroquial de São Pedro do Sul:

60 Crismandos provenientes de:

Paróquia de Figueiredo de Alva - 8
Paróquia de Pinho - 6
Paróquia de S. Félix - 12
Paróquia de S. Pedro do Sul - 14
Paróquia de Santa Cruz da Trapa - 8
Paróquia de Várzea de Lafões - 11
Paróquia de Vila Maior - 1

www.pope2you.net

Vaticano lança portal para se ligar aos jovens www.pope2you.net Aplicações para o iPhone e o Facebook marcam celebração do 43.º Dia Mundial das Comunicações Sociais [...]

quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Escola Bíblica Familiar: Ester (Est) – O poder ao serviço da justiça

O livro de Ester é uma apaixonada descrição das experiências dramáticas por que passou a comunidade hebraica de Susa, quando esta cidade era capital do império persa. O texto sugere que esses acontecimentos afectariam a vida de todos os judeus residentes dentro das fronteiras daquele imenso império, que se estendia desde a Índia até à Etiópia.
As figuras centrais são um judeu de nome babilónico Mardoqueu e uma sua parente e protegida, chamada Ester, nome de ressonâncias simultaneamente babilónicas e persas. Mardoqueu surge como chefe da comunidade judaica; Ester é a personagem decisiva no desenrolar dos acontecimentos.
O livro descreve uma ameaça de morte que se transformou numa afirmação de triunfo. Semelhante sucesso merece ser celebrado e recordado. E, de facto, o livro de Ester culmina numa festa anual, ainda hoje celebrada entre os judeus: a festa de “Purim”, ou das “sortes” lançadas e transformadas, que se tornou uma das mais pitorescas do calendário religioso dos judeus, semelhante ao nosso Carnaval.
Constata-se neste livro uma nova concepção de História: esta é conduzida providencialmente, e os acontecimentos são como que um plano de Deus.

quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Exposição "Arte e vida...Vida e arte"




sábado, 16 de Maio de 2009

Escola Bíblica Familiar: Judite (Jdt) – É invencível a força dos fracos…

O nome da heroína, Judite, que lhe serve de título, simboliza “a judia”, expressão frágil e desamparada do próprio Israel, sob a ameaça dos inimigos. O importante, contudo, é a lição que nos é dada pelo seu cântico: só os que temem o Senhor podem ser grandes em todas as coisas. Quando Holofernes e os assírios sitiaram Betúlia, esgotou-se a água na cidade, e os seus habitantes estavam na iminência de perecer. Foi então que uma viúva, chamada Judite, traçou e pôs em prática um plano, que levou os sitiantes à debandada e deu a vitória final aos israelitas. Como quer que seja, e para além dos pormenores históricos e geográficos, a doutrina do livro merece a nossa atenção. Estamos diante da afirmação de verdades que em nada põem em causa o conjunto da teologia do Antigo Testamento: proclama--se a providência de Deus para com o seu povo; a omnipotência, realeza e sabedoria universal de Deus; a ideia da dor e do sofrimento como prova; a centralidade, reverência e valor do templo; o valor do jejum, da oração e dos actos de penitência. Este livro manifesta, sobretudo o amor de Deus pelos pequenos, servindo-se de todos os meios para os defender. No nosso caso, de uma mulher, que nunca tinha participado numa guerra.

terça-feira, 12 de Maio de 2009

Sentir a Vida: Traços, Tons e Sons

sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Tobite (Tb) – O justo é semente de esperança? Escola Bíblica Familiar

Escrito sob a forma de um romance de cariz sapiencial, este livro narra-nos a história de Tobite, de Sara, mulher de seu filho Tobias e das respectivas famílias. Apresentados como israelitas piedosos, que sempre permaneceram fiéis ao Senhor seu Deus, mesmo no meio das piores tribulações, constituem, por isso mesmo, um paradigma de comportamento nas circunstâncias normais da vida. Dentro desta perspectiva, toda a trama se desenrola em torno de questões práticas que vão sendo resolvidas sempre com uma fé inabalável em Deus e dentro da fidelidade absoluta à sua vontade.
Atribuindo-lhe uma linguagem dos nossos dias, poderíamos dizer que se trata de um tema de amor. Amor de dois jovens esposos; amor das diversas personagens dentro do quadro das respectivas famílias; amor dos fiéis pelo seu Deus que, através dos séculos e do suceder-se aparentemente inocente dos acontecimentos, guia o seu povo em direcção ao cumprimento do seu destino de realização plena.
O texto avança claramente em dois níveis paralelos: por um lado, o nível da fidelidade e piedade de Tobite e dos seus familiares directos; por outro, a infidelidade do povo e a impiedade dos governantes. Todo o enredo, na sua forma simplista, está impregnado de um inconfundível sabor sapiencial.
Na sua ingenuidade, o livro de Tobite respira um ambiente de fé incondicional em Deus. Para além das tribulações e dificuldades sofridas, as personagens centrais vivem com a certeza inabalável da presença de Deus, como condutor da História, e da recompensa que hão-de ter pela sua fidelidade.

quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Capaz de Ti


3º Forum das Vocações


Esdras e Neemias - Organização da comunidade... Escola Bíblica Familiar

Os livros de Esdras e de Neemias formavam um só “Livro de Esdras”, na Bíblia Hebraica e na versão grega dos Setenta. Na época cristã foi dividido em dois, a partir das respectivas personagens principais, Esdras e Neemias.
Não é dada qualquer indicação sobre o autor destes livros, mas admite-se ser um só: o mesmo, chamado Cronista, que redigiu e compôs a vasta síntese histórica dos dois livros das Crónicas, seguidos de Esdras e Neemias. Pode situar-se nos finais do séc. IV ou início do séc. III a.C..
Esdras e Neemias narram acontecimentos ocorridos logo após o édito de Ciro (538 a.C.), que permitia o regresso do cativeiro da Babilónia. Mostrando a situação difícil dos repatriados, fazem sobressair o esforço pela restauração do povo, no aspecto material e religioso.
Contêm uma admirável mensagem doutrinal, centrada em três preocupações fundamentais: o templo, a cidade de Jerusalém e a comunidade do povo de Deus.
Após as provas do Exílio, com as suas más consequências no aspecto religioso, o povo organiza-se numa grande unidade nacional e religiosa.
Meditando na Lei, compreende como o castigo lhe foi mandado por Deus, devido à sua infidelidade, e como, apesar de tudo, a misericórdia divina se mantém para com o resto de Israel, detentor das grandes promessas em relação ao Messias. A Palavra de Deus é, assim, a base da reconstrução do povo que volta do Exílio.

quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Recolher - Livro/Cd "Capaz de Ti"

Vem, chamo-te a ti

sexta-feira, 24 de Abril de 2009

[a]braços - Banda Jota

1 de Maio de 2009 - A Cidade nas tuas mãos

quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Crónicas (1Cr, 2Cr) – Revisão da história do povo - Escola Bíblica Familiar

As Crónicas visam apresentar a grande História do povo de Israel. Constituem, com Esdras e Neemias, um conjunto chamado “Obra do Cronista”. Além de terem o mesmo estilo e pensamento, os últimos versículos de 2 Cr 36,22-23 repetem-se no início de Esdras (Esd 1,1-3).
No centro destes livros está David e o seu reinado, para o qual converge toda a História precedente, e radicam, não só a organização do povo como, sobretudo, as estruturas cultuais do templo.
O lugar central da dinastia davídica na História de Israel é a ideia teológica mais importante do Cronista. As genealogias de 1 Cr 1-9 preparam-na; o resto do 1.° livro (11-29) está inteiramente consagrado a David e à sua actividade, tanto profana como litúrgica; o 2.° livro é a História dos descendentes de David, que devem ver nele o rei modelo e o ponto de referência da fidelidade a Deus e ao povo.
Seu filho Salomão é idealizado por ter construído o templo de Jerusalém e ter cumprido, assim, o testamento de David seu pai. Para os hebreus, era através da genealogia que alguém podia tornarse participante das bênçãos prometidas por Deus a Abraão. As listas das Crónicas veiculam a promessa messiânica, de que David é sinal privilegiado. Estas genealogias afirmam, ainda, a importância do princípio da continuidade do povo de Deus através de um período de ruptura nacional, causada pelo exílio na Babilónia, e fundamentam a esperança da restauração.

terça-feira, 14 de Abril de 2009

Reis (1Rs, 2Rs) – Da glória à ruína… Escola Bíblica Familiar

Segundo o texto original e a antiga tradição hebraica, estes dois livros constituiriam uma só obra, que descreve a história da monarquia hebraica desde a subida de Salomão ao trono até à conquista e destruição de Jerusalém por Nabucodonosor, em 586 a.C. É à antiga tradução grega dos Setenta que se fica a dever esta divisão em dois livros, a qual acabou por ser transposta igualmente para a divisão e numeração do próprio texto original hebraico.
Os livros dos Reis procuram fazer uma espécie de exame de consciência sobre o omportamento dos reis de Israel e de Judá, pois neles se espelhava o destino de todo o povo. Procurava-se uma explicação das desgraças que, nos últimos tempos, se tinham abatido sobre o povo de Israel e a sua imagem de identidade a monarquia, o templo e a capital. É que a maior parte dos seus reis fez «o que era mal aos olhos do SENHOR». Podendo representar práticas variadas, este pecado, na linguagem do Deuteronomista, parece referir-se sobretudo à tolerância e aceitação dos cultos prestados a deuses estrangeiros (1 Rs 11,1-10.33; 14,22-24); mas também caracteriza os actos de culto a Javé, realizados em santuários fora de Jerusalém (1 Rs 12,26-33). É sobretudo este o pecado de Jeroboão, frequentemente referido (1 Rs 13,34; 14,16; 15,30; etc.).
A História Deuteronomista é adepta da centralização do culto em Jerusalém. Por isso, além de David, como “fundador” do templo de Jerusalém, e de Salomão, como seu construtor, somente Ezequias e Josias, reformadores do culto no sentido pretendido pelo deuteronomista, são objecto de elogios.
E assim, os livros dos Reis, que, pelo seu tema histórico, poderiam parecer de pouca importância para o pensamento religioso de Israel, acabam por se encontrar no centro de uma das mais marcantes Teologias da História que dão conteúdo à Bíblia.

quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Meditação de Chiara Lubich sobre Sexta-Feira Santa

O problema da vida humana é a dor. Qualquer tipo de dor, por mais terrível que seja, sabemos que Jesus o fez seu e transforma, por uma alquimia divina, a dor em amor.
Por experiência, posso dizer que apenas nos alegramos por uma dor para ser como Ele e depois continuamos amando fazendo a vontade de Deus; a dor, se é espiritual, desaparece, e se é física, converte-se em jugo suave.
Nosso amor puro em contato com a dor a transforma em amor; de certa forma a diviniza, quase continuando em nós – por assim dizer – a divinização que Jesus fez da dor.
E depois de cada encontro com Jesus abandonado, amado, encontro Deus de um modo novo, mais face a face, mais evidente, em uma unidade mais plena.A luz e a alegria voltam e, com a alegria, a paz, que é fruto do Espírito.
A luz, a alegria, a paz que nascem da dor amada causam impacto e conquistam as pessoas mais difíceis. Pregados na cruz se é mãe e pai de almas. A máxima fecundidade é o efeito.Como escreve Oliver Clément, «o abismo, que por um instante abriu aquele grito se vê cumulado pelo grande sopro da ressurreição».
Anula-se qualquer tipo de desunião, a separação, e as rupturas são curadas, resplandece a fraternidade universal, há lugar a milagres de ressurreição, nasce uma nova primavera na Igreja e na humanidade.

Via Sacra

01ª Estação - Jesus é condenado à morte. Mateus 27, 22-23.26
02ª Estação - Jesus toma a Cruz aos ombros. Mateus 27, 27-31
03ª Estação - Jesus cai pela primeira vez. Isaías 53, 4-6
04ª Estação - Jesus encontra Sua Mãe. Lucas 2, 34-35.51
05ª Estação - Simão Cireneu ajuda Jesus a levar a Cruz. Mateus 27, 32
06ª Estação - A Verónica enxuga o rosto de Jesus. Isaías 53, 23
07ª Estação - Jesus cai pela segunda vez. Lamentações 3, 1-2.9.16
08ª Estação - Jesus consola as mulheres de Jerusalém.
Lamentações 2, 18.19
09ª Estação - Jesus cai pela terceira vez. Lamentações 3, 27-32
10ª Estação - Jesus é despojado das Suas vestes. João 19, 23-24
11ª Estação - Jesus é pregado na Cruz. Mateus 27, 35-42
12ª Estação - Jesus morre na Cruz. Mateus 27, 45-46.50
13ª Estação - Jesus é descido da Cruz. Mateus 27, 55.57-58
14ª Estação - Jesus é colocado no sepulcro. Mateus 27, 59-61

A cruz, árvore da vida

Havia uma árvore no meio do paraíso. A serpente serviu-se dela para enganar os nossos primeiros pais. Reparem nesta coisa espantosa: para iludir o homem, a serpente vai recorrer a um sentimento inerente à sua natureza. Com efeito, ao modelar o homem, o Senhor tinha colocado nele, para além de um conhecimento geral do universo, o desejo de Deus. Logo que o demónio descobriu esse desejo ardente, disse ao homem: «Sereis como deuses (Gn 3, 5). Agora sois apenas homens e não podeis estar sempre com Deus; mas, se vos tornardes como deuses, estareis sempre com ele». [...] Dessa forma, foi o desejo de ser igual a Deus que seduziu a mulher [...], ela comeu e induziu o homem a fazer outro tanto. [...] Ora, após a falta, «Adão ouviu a voz do Senhor que se passeava no Paraíso ao cair da tarde» (Gn 3, 8). [...] Bendito seja o Deus dos santos por ter visitado Adão ao cair da tarde! E por visitá-lo ainda agora, ao cair da tarde, na cruz.
Porque foi precisamente na hora em que Adão acabava de comer que o Senhor sofreu a sua paixão, nessas horas marcadas pelo pecado e pelo julgamento, isto é, entre a sexta e a nona hora. Na hora sexta, Adão comeu, de acordo com a lei da natureza; em seguida, escondeu-se. E ao cair da tarde, Deus veio até ele.
Adão tinha desejado tornar-se Deus; tinha desejado uma coisa impossível. Cristo cumulou esse desejo. «Quiseste tornar-te, disse Ele, o que não podias ser; mas Eu desejo tornar-Me homem, e posso-o. Deus faz todo o contrário do que tu fizeste ao deixares-te seduzir. Desejaste o que estava acima de ti; quanto a Mim, agarro o que está abaixo de Mim. Tu desejaste ser igual a Deus; Eu quero ser igual ao homem. [...] Desejaste tornar-te Deus e não o pudeste. Eu faço-Me homem, para tornar possível o que era impossível» Sim, foi realmente para isso que Deus veio. Ele dá testemunho aos seus apóstolos: «Desejei tanto comer esta Páscoa convosco!» (Lc 22, 15) [...] Desceu ao cair da tarde e disse: «Adão, onde estás?» (Gn 3, 9) [...] Aquele que veio para sofrer é o mesmo que desceu ao Paraíso.

Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor

A Paixão do Senhor, que não pode tomar-se isoladamente como um facto encerrado em si mesmo, visto ser apenas um dos momentos constitutivos da Páscoa, só pode compreender-se à luz da Palavra divina. Por isso, a Liturgia começa por nos introduzir, por meio de Isaías, de S. Paulo e de S. João, no mistério do sofrimento e Morte de Jesus.
Na posse do significado salvífico da Paixão, a assembleia cristã sente necessidade de se unir a esse acto sacerdotal de expiação e intercessão. Assim, a Liturgia da Palavra encerrar-se-á com uma solene oração, que abrange a humanidade inteira, pela qual Cristo morreu - uma oração verdadeiramente missionária.
A Cruz, “sinal do amor universal de Deus”, símbolo do nosso resgate, domina a segunda parte da Celebração.
Levada processionalmente até ao altar, a cruz é apresentada à veneração de toda a humanidade pecadora, representada pela assembleia cristã. Nela, nós adoramos Jesus Cristo, Aquele que foi suspenso da Cruz, Aquele que foi, que é a “salvação do mundo”. É a ele também que exprimimos o nosso reconhecimento, quando beijamos o instrumento da nossa reconciliação.
Depois da contemplação do mistério da Cruz e da adoração de Cristo crucificado, a Liturgia vai-nos introduzir no mais íntimo do Mistério Pascal, vai-nos pôr em contacto com o próprio “Cordeiro Pascal”.
Não se celebra hoja a Eucaristia. No entanto, na Comunhão do “Pão que dá a Vida”, consagrado em Quinta-feira Santa, somos “baptizados” no Sangue de Jesus, somos mergulhados na Sua morte.

quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Samuel (1Sm, 2Sm) - Qual é a função da autoridade? - Escola Bíblica Familiar

Os livros de Samuel fazem parte de um grande projecto teológico, conhecido como «História Deuteronomista». Designa-se assim o trabalho de reflexão histórico-teológico realizado cerca do ano 550 a.C. por um grupo de teólogos, guiados ideologicamente pelos princípios da teologia do Deuteronómio, a partir de fontes plurais e heterogéneas preexistentes, orais e escritas. O seu propósito não era apresentar uma “exposição neutral” da História, mas afirmar a sua “importância teológica” a partir da dolorosa experiência do desterro na Babilónia (586 a.C.). Esta história está estruturada em quatro grandes etapas: conquista da terra (Josué), confederação tribal (Juízes), instituição da monarquia (Samuel), desenvolvimento e final dramático da monarquia (Reis). Trata-se de uma «releitura histórica» destes acontecimentos. Dentro deste projecto teológico, os livros de Samuel sublinham três aspectos: a origem, a natureza e as exigências da monarquia em Israel, a importância do profeta, como intérprete e mediador de Deus, e a centralidade política e religiosa de Jerusalém. A introdução da monarquia em Israel, como forma de governo, não esteve isenta de reticências e ambiguidades: podia supor um afastamento de Javé, o único e verdadeiro Senhor. O profeta aparece como contraponto do poder monárquico; é a memória constante do senhorio de Deus. Samuel e Natan encarnam, de maneira especial, essas funções. A História, em todas as suas instâncias (políticas, sociais, religiosas), deve estar aberta ao juízo de Deus; e o profeta é o instrumento de que Deus se serve para isso. Convertida por Deus em capital política e religiosa, Jerusalém passa a ser um dos sinais de identidade mais importantes do judaísmo.

quarta-feira, 25 de Março de 2009

Rute (Rt) – Os pobres devem lutar pelos seus direitos? (12) Escola Bíblica Familiar

Rute é um romance histórico situado na época dos Juízes, mas é sobretudo um livro contra a xenofobia que marcou épocas mais tardias do judaísmo. Mais do que no amor, o livro de Rute centra o seu enredo na lei do levirato e do resgate: quando um homem morre, sem deixar descendência, o irmão ou o parente mais próximo deve receber a viúva e gerar filhos, que perpetuarão a memória do defunto; e deve ter igual atenção em relação aos bens patrimoniais. Assim se cumpria a lealdade familiar no quadro da legislação antiga (Dt 25,5-10). É esta lealdade que torna exemplar, mesmo admirável, o livro de Rute. As suas personagens têm nomes carregados de simbolismo: Elimélec = “o meu Deus é rei”; Noemi = “minha doçura”; Mara = “amargurada”; Maalon = “enfermidade”; Quilion = “fragilidade”; Orpa = “a que volta as costas”; Rute = “a amiga”. Estes nomes representam, no cenário de uma sociedade agrícola, o drama do infortúnio e do luto, mas também a força triunfante da solidariedade e da vida. Rute é uma história bíblica em que Deus se faz presente, não através de acontecimentos extraordinários, mas no cumprimento das normas sociais mais comuns. Este Deus discreto, quase silencioso, não é, porém, menos actuante e surpreendente na manifestação da sua fidelidade. Em linguagem aparentemente inofensiva, o livro parece conter um protesto muito hábil contra o rigor exagerado da época de Esdras e Neemias, relativamente aos casamentos mistos (Esd 9-10; Ne 13,1-3.23-27). Na história de Rute pode ver-se como o Deus de Israel, que permitiu a uma moabita entrar na genealogia de David (e por isso mesmo, na do próprio Jesus Cristo: Mt 1,5-17), não podia ser tão rigoroso que excluísse as estrangeiras do seu povo.

sexta-feira, 20 de Março de 2009

Juízes (Jz) – Quem são os Juízes? (11) - Escola Bíblica Familiar

O Livro dos Juízes foi assim chamado pelo grande relevo que nele têm os chefes a quem se deu tal nome (chofetîm).
Depois da sua chegada a Canaã e do seu estabelecimento no território e após a morte de Josué, por volta de 1200 a.C. (Js 24), as tribos ficaram sem um chefe que aglutinasse todas as forças para se defenderem dos inimigos estrangeiros. A única autoridade constituída era a dos anciãos de cada tribo. Além disso, estas pequenas tribos eram muito independentes entre si, e não era fácil congregá-las. Ficavam, assim, mais expostas aos ataques de filisteus, cananeus, madianitas, amonitas, moabitas, todos inimigos históricos de Israel.
É nestas circunstâncias que aparecem os Juízes. Não são chefes constituídos oficialmente, mas homens e mulheres carismáticos, atentos ao Espírito do Senhor, pessoas marcadas por uma forte personalidade, capazes de se imporem moralmente perante as outras tribos. Deste modo, quando alguma tribo era atacada, o Juiz congregava as outras para irem em socorro da tribo irmã.
Uma outra função que lhes poderia ser atribuída era a de julgar (da raiz chaphat, que significa “administrar a justiça”, “proteger”), em casos especiais, função que terá estado na origem do nome de “Juízes”.
Como qualquer livro da Bíblia, também o dos Juízes não foi escrito para nos fornecer simplesmente a História factual das tribos de Israel. Antes de mais, foi escrito para manifestar como Deus acompanha o seu povo na sua história concreta, mesmo no meio dos mais graves acontecimentos, como as guerras contra os povos inimigos.
Da infidelidade do povo ao Deus fiel da Aliança segue-se o castigo, que aparece nas derrotas perante os povos estrangeiros; e depois, a vitória, mediante os intermediários do Senhor, os Juízes “salvadores” (3,31; 6,15; 10,1). A ideia teológica que ressalta deste livro é, pois, a imagem que um povo livre tem de Deus, que o acompanha para o libertar.
Não nos devem escandalizar os “pecados” destes Juízes, homens rudes que precisamos de situar no seu tempo e que procedem segundo a moral de então. Caso paradigmático é a história de Sansão. Teremos que tentar, antes, descobrir o que há neles de positivo: a acção de Deus, que os anima com o seu espírito para conduzir o povo de Deus (3,10; 6,34; 11,29; 13,25). Neste sentido, eles foram uma antecipação dos reis de Israel.

quarta-feira, 11 de Março de 2009

Josué (Js) – A terra é dom e conquista? (10) - Escola Bíblica Familiar

O Livro de Josué apresenta a entrada dos hebreus na terra de Canaã, como quem vai tomar solenemente posse de uma herança que lhe fora atribuída. É uma construção simbólica, não representando inteiramente os acontecimentos históricos reais, como se pode ver no livro dos Juízes.
Embora nem sempre com a coerência que tanto agrada à nossa mentalidade actual, por efeito das diferentes tradições que lhe serviram de fonte, é possível apresentar resumidamente a figura de Josué. Inicialmente surge como um jovem ajudante de Moisés, com o nome de Oseias; depois, é um dos exploradores do Négueb, quando manifesta, com Caleb, a sua disponibilidade para executar o plano libertador de Javé. Então é-lhe mudado o nome de Oseias para “Yehoshua” ou Josué, prenúncio da nova missão em que Moisés o vai investir: será o seu sucessor.
É a esta personalidade que a tradição atribui a autoria do livro de Josué, com as habituais limitações que tal designação comporta quando se trata dos autores sagrados ou hagiógrafos.
Em Josué encontram-se misturados vários tipos de textos literários: a narração, a descrição, a lenda popular, a epopeia, etc.. Sacrificou-se o rigor da História ao interesse da doutrinação teológica, realçando esta última.
Josué pretende mostrar que Javé é fiel à sua palavra: se prometeu, cumpre (Gn 12,1-3; 13,14-17; 15,7-21; 17,1-8). Como prometeu dar uma terra ao povo, tudo fará, mesmo milagres, para os opositores de Israel serem derrotados e as suas terras entregues ao “povo de Javé”. Daí a frequência da acção miraculosa da intervenção directa de Deus e dos seus anjos no decorrer das várias acções militares, bem como a idealização do herói, qual novo Moisés: tudo lhe é atribuído, participa em todas as batalhas e sobre ele se estende incessantemente a mão poderosa e protectora do Senhor.
Para isso concorre enormemente a importância do factor Terra na trama da aliança: Javé faz um pacto com um povo nómada, a quem promete entregar uma terra que vai ser o cenário dos factos dessa aliança. Sem uma terra sua, o povo carece de raízes para a sua subsistência real. Foi assim que todo o israelita aprendeu a considerar a Terra Prometida como um dom do Senhor.

segunda-feira, 9 de Março de 2009

Site da Diocese de Viseu

quinta-feira, 5 de Março de 2009

Deuteronómio (Dt) - Projecto de uma nova sociedade? - Escola Bíblica Familiar

O último livro do Pentateuco recebeu este nome que significa exactamente segunda (deuteros) lei (nomos). Na realidade, não se trata de uma segunda Lei, mas de uma segunda cópia da Lei. A maior parte do livro é formada por leis que repetem muitas vezes as apresentadas em Êxodo e Levítico.
Pode situar-se, geograficamente, na região de Moab, no último ano da peregrinação pelo deserto, pouco antes da entrada na terra prometida.Embora os discursos do Deuteronómio sejam atribuídos a Moisés, os seus verdadeiros autores e destinatários não viveram no século XIII a C., mas provavelmente no século VIII. Provavelmente o núcleo central do livro (4, 1-28; 5, 1-9, 10; 12, 1-28, 46; 30, 11-20; 31, 9-13) foi redigido por um levita no reino de Israel em meados do século VIII a C. Parece reunir a pregação de levitas itinerantes que percorriam o País, ensinando a Lei e relembrando a aliança do Sinai.
Por ocasião da destruição do reino de Israel, em 722 a C, o texto original do Deuteronómio foi trazido para o reino de Judá. Provavelmente o rei Ezequias (715-687 a C) serviu-se deste documento para a sua reforma religiosa.
Os dois grandes protagonistas do Livro são Deus e Israel. O Deus de Abraão, Isaac e Jacob que se revelou a Moisés no Monte Sinai, escolhendo para si um povo dentre todos os povos da terra. Esta escolha amorosa exige de Israel uma resposta amorosa.
Os homens unem-se por meio de pactos e alianças. Deus aceitou este modo dos homens se relacionarem e uniu-se a eles através da aliança. Este importante tema perpassa todo o Pentateuco. A primeira aliança é descrita em Gn 9,1-17, o arco-íris no céu é o seu sinal.
A aliança com Abraão foi depois renovada com Isaac e Jacob.
A aliança do Sinai é a mais importante de todas. Ela determina o nascimento do Povo de Deus. Enquanto as alianças com Noé e Abraão eram muito mais uma promessa gratuita de Deus, a do Sinai requer maior participação humana.
A aliança de Siquém marca o quarto período. Josué propõe ao povo servir ou Javé ou a outros deuses e o povo compromete-se a servir exclusivamente a Javé.

quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

De que trata o livro dos Números? (8) - Escola Bíblica Familiar

Na tradição hebraica, este livro é também denominado Deserto, justamente porque narra a travessia do deserto pelos israelitas. Porém na tradução grega, recebeu o nome de Números por causa dos recenseamentos apresentados, sobretudo nos capítulos 1-4 e 26.
O livro está intimamente unido aos livros do Êxodo e do Deuteronómio. A unidade do livro deve-se ao quadro geográfico, isto é, o deserto entre o monte Sinai e as estepes da região de Moab.
Os últimos acontecimentos no monte Sinai antes da partida são o recenseamento dos homens aptos para a guerra; a disposição das várias tribos no acampamento; uma série de prescrições sobre os levitas e outras leis; a celebração da Páscoa; a apresentação da nuvem que cobre o tabernáculo.
Logo depois, começa a marcha pelo deserto sob a direcção do sogro de Moisés, que conhecia bem a região, pois era morador do Sinai.
A seguir, o livro apresenta as murmurações e lamentações do povo pelas dificuldades da viagem. Depois apresenta uma série de prescrições sobre as ofertas de alimento em alguns sacrifícios e sobre a violação do Sábado.
Em seguida, narra a história do adivinho Balaão que ao invés de amaldiçoar, bendiz o povo de Israel; depois a idolatria dos israelitas provocada pelas mulheres de Moab e Madian, o castigo divino e o zelo de Finéias, neto de Aarão. É feito um novo recenseamento para dividir a terra prometida. Depois narra a história de Josué, a vitória sobre os madianitas, a divisão da Transjordânia, a retrospectiva das etapas do caminho pelo deserto, divisão de Canaã. Termina dando disposições sobre as cidades refúgios para os homicidas e sobre a herança das mulheres casadas.
O livro apresenta o Israel do deserto como Israel ideal. Mas nem por isso deixa de narrar as revoltas sob as mais variadas formas: murmurações, desânimo, rejeição da mediação de Moisés, descrença, etc. Na teologia do autor, o deserto é o lugar em que Deus habita e caminha com seu povo, mas é também o lugar do pecado, da ingratidão, da revolta contra Deus.

Meditar com S.Paulo: Gl 4, 8-10.
Rezar Salmo 131.

quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Quarta-feira de Cinzas

Originariamente, na Igreja primitiva, a Quaresma era o tempo privilegiado em que os catecúmenos se preparavam para os sacramentos do Baptismo e da Eucaristia, que eram celebrados na Vigília da Páscoa. A Quaresma era considerada um tempo do devir cristão, que não se realizava apenas num momento, mas exigia um longo percurso de conversão e de renovação. A esta preparação uniam-se também as pessoas já baptizadas, revivendo a lembrança do Sacramento recebido, e dispondo-se para uma renovada comunhão com Cristo na jubilosa celebração da Páscoa. Assim a Quaresma tinha, e ainda hoje conserva, a índole de um itinerário baptismal, no sentido em que ajuda a manter viva a consciência de que o ser cristão se realiza sempre como um novo devir cristão: nunca é uma história concluída, que se encontra no nosso passado, mas um caminho que exige sempre um exercício renovado.


Ao impor-nos as cinzas sobre a cabeça, o celebrante diz: «Recorda-te de que és pó e ao pó voltarás» (cf. Gn 3, 19), ou então repete a exortação de Jesus: «Arrependei-vos e acreditai no Evangelho» (Mc 1, 15). Ambas as fórmulas constituem uma exortação à verdade da existência humana: somos criaturas limitadas, pecadores sempre necessitados de penitência e de conversão. Como é importante ouvir e aceitar esta exortação nesta nossa época! Quando proclama a sua autonomia total de Deus, o homem contemporâneo torna-se escravo de si mesmo e encontra-se muitas vezes numa solidão desconsolada. Então, o convite à conversão é um impulso a voltarmos aos braços de Deus, Pai terno e misericordioso, a termos confiança nEle e a confiarmo-nos a Ele como filhos adoptivos, regenerados pelo Seu amor. Com pedagogia sábia, a Igreja repete que a conversão é antes de tudo uma graça, uma dádiva que abre o coração à infinita bondade de Deus. É Ele mesmo Quem antecipa, com a sua graça, o nosso desejo de conversão e acompanha os nossos esforços em vista da plena adesão à Sua vontade salvífica. Assim, converter-se significa deixar-se conquistar por Jesus (cf. Fil 3, 12) e, com Ele, «voltar» ao Pai. Por conseguinte, a conversão exige que nos ponhamos humildemente na escola de Jesus e caminhemos no seguimento dócil dos Seus passos.

quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Levítico (Lv) – Como descobrir e percorrer o caminho da santidade? - Escola Bíblica Familiar

O nome “Levítico” faz referência ao conteúdo do livro, que é um grande código de leis, na sua maioria referentes ao culto e ao sacerdócio. Todos os sacerdotes judeus eram da tribo de Levi. Daí o nome do livro: levítico, isto é, da tribo de Levi. Podemos dizer que o livro é um grande ritual, em que se descrevem os sacrifícios, as festas, as ofertas, a consagração dos sacerdotes, o comportamento de todo o povo diante de seu Deus. Todas as leis nele recolhidas consideram-se como dadas por Deus no monte Sinai, durante a celebração da Aliança. Mas uma análise mais profunda mostra que o livro contém leis muito posteriores, reunidas e colocadas no contexto da aliança do Sinai. Este livro é importante para uma compreensão do AT e do NT. Não podemos esquecer que Jesus, os Apóstolos e a Igreja Primitiva seguiram muitas das prescrições aí descritas. Podemos também entender a atitude de Jesus contra os fariseus que insistiam sobretudo nas questões de impureza e pureza. Dentre muitos aspectos doutrinais, elencamos estes:
O culto: é a concretização essencial do sacrifício. Oferecer sacrifícios é uma prática cultual muito antiga, comum a muitos povos. São um meio essencial de aproximar o homem de Deus. A importância da santidade: o conceito de santidade é, ainda, muito imperfeito; atém-se ao exterior das pessoas, contactos, alimentos, comportamentos. Mas essa santidade exterior deve ser reflexo da santidade interior.
O pecado: é visto como uma transgressão da Lei: desobedecer à Lei é afastar-se de Deus. Por isso, o livro insiste tanto na necessidade de expiação, purificação para restabelecer a comunhão com Deus. Muitas destas Leis preservavam a saúde e o bem-estar do povo. Tinham o objectivo de eliminar muitas doenças, não por ritos mágicos, mas por meios naturais e
pela fé.

Meditar com S.Paulo: 1 Cor 3, 16-23.
Rezar Salmo 15.

quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Êxodo: como é que Deus liberta e forma o seu povo? (6) - Escola Bíblica Familiar

O tempo passou. Os descendentes dos patriarcas Abraão, Isaac e Jacob tiveram de emigrar para o Egipto, onde foram escravizados. Desse povo oprimido, nasce um criança chamada Moisés, que significa “salvo das águas”. É Moisés que numa noite de Páscoa (passagem) e depois de comido o cordeiro pascal, conduz o povo hebreu para o deserto, juntamente com o seu irmão Aarão. O autor do livro do Êxodo amplia fenómenos naturais para sublinhar como Deus é forte, ama o seu povo e o quer libertar da opressão. Os israelitas passam o Mar Vermelho a pé enxuto e chegam ao monte Sinai, onde Moisés instaura solenemente a Aliança entre Deus e o seu povo. Um grupo de fugitivos tornou-se num povo disposto a cumprir a Lei da Aliança: o amor a Deus e ao próximo. Mas os hebreus, apesar das maravilhas realizadas pelo Senhor, tiveram momentos de saudade ao recordar as falsas seguranças do Egipto. Chegaram a fabricar um ídolo de ouro. Nesse dia, Moisés irritou-se a quebrou as tábuas de pedra com a Lei da Aliança. Deus apesar das infidelidades do povo, não desiste do seu amor libertador. Foi por isso necessário renovar muitas vezes a Aliança.

Meditar com S.Paulo: Gal 3, 15-18
Rezar o Salmo 112

segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Como se organizam os livros da Bíblia? (4) - Escola Bíblica Familiar

A Sagrada Escritura ou a Bíblia é composta por 73 livros: 46 do Antigo Testamento (AT) e 27 do Novo Testamento (NT). O Antigo Testamento está dividido em 4 partes: Pentateuco (contém 5 livros, é a Torá para os Judeus e significa “Lei”: Génesis (Gn) - Origem da vida e da história. Êxodo (Ex) – Deus liberta e forma o seu povo. Levítico (Lv) – Formação de um povo santo. Números (Nm) – A caminho da terra prometida. Deuteronómio (Dt) – Projecto de uma nova sociedade. Livros Históricos: A história desde a conquista da terra até o exílio na Babilónia. Josué (Js) – A terra é dom e conquista. Juízes (Jz) – A dinâmica do processo histórico. Rute (Rt) – A luta dos pobres pelos seus direitos. Samuel (1Sm, 2Sm) – A função da autoridade. Reis (1Rs, 2Rs) – Da glória à ruína. Crónicas (1Cr, 2Cr) – Revisão da história do povo. Esdras (Esd) e Neemias (Ne) – Organização da comunidade. Tobite (Tb) – O justo é semente de esperança. Judite (Jdt) – É invencível a força dos fracos. Ester (Est) – O poder a serviço da justiça. Macabeus (1Mc, 2Mc) – 1Mc – Resistir em nome da fé, e 2Mc –A fé leva ao heroísmo. Livros Sapienciais: Job (Jb): A verdadeira religião. Salmos (Sl): A oração do povo de Deus. Provérbios (Pr): Deus fala através da experiência do povo. Eclesiastes (Ecl): Felicidade é viver o presente. Cântico dos Cânticos (Ct): O mistério do amor. Sabedoria (Sb): A justiça é imortal. Ben Sirá (Sir): A preservação da identidade do povo. Livros Proféticos: Isaías (Is): Santidade de Deus. Jeremias (Jr):Uma nova aliança. Lamentações (Lm): Um povo humilhado. Baruc (Br): Arrependimento e conversão. Ezequiel (Ez): Um coração novo. Daniel (Dn): O triunfo do reino de Deus. Oseias (Os): Deus é amor fiel. Joel (Jl): O Dia do julgamento. Amós (Am): Contra a injustiça social. Abdias (Abd): Conta a falta de solidariedade. Jonas (Jn): Deus não conhece fronteiras. Miqueias (Mq): O direito dos pobres. Naum (Na): A ruína do opressor. Habacuc (Hab): O justo viverá por sua fidelidade. Sofonias (Sf):
Os pobres da terra. Ageu (Ag): Reestruturar o Reino de Deus. Zacarias (Zc): Deus continua presente. Malaquias (Ml): Uma religião sincera.
O Novo testamento esta dividido em 4 partes: Evangelho: Mateus (Mt): Jesus, o estre da justiça. Marcos (Mc): Quem é Jesus? Lucas (Lc): Com Jesus nasce uma nova história. João (Jo): O caminho da vida. Actos dos Apóstolos: O Caminho da missão. Cartas dos Apóstolos: Romanos (Rm):
A Salvação vem pela fé. Coríntios (1Cor e 2Cor): 1Cor: Como superar os conflitos na comunidade. 2Cor: A força manifesta-se na fraqueza. Gálatas (Gl): Da escravidão para a liberdade. Efésios (Ef): Vida plena em Cristo. Filipenses (Fl): O verdadeiro Evangelho. Colossenses (Cl): Cristo, imagem do Deus invisível. Tessalonicenses (1Ts e 2Ts), 1Ts: Fé, amor e esperança, e 2Ts: Resistência no meio dos conflitos. Timóteo (1Tm e 2Tm): 1Tm: Apelo ao discernimento, e 2Tm: Combater o bom combate. Tito (Tt): Expressar a fé na vida. Filémon (Fm): Em Cristo todos são irmãos. Hebreus (Hb):
Cristo é o único sacerdote verdadeiro. Tiago (Tg): A fé é a prática da justiça. Pedro (1Pd e 2Pd): 1Pd: Um lar para quem não tem casa, e 2Pd: Perseverar na esperança. João (1Jo, 2Jo e 3Jo); 1Jo: O dinamismo da fé é o amor.
2Jo: Viver na verdade, e 3Jo: Cooperadores da verdade. Judas (Jd): Não desanimar na fé. Apocalipse (de São João): A coragem do testemunho.

Meditar com S.Paulo: Rm 12, 9-13.
Rezar: Salmo 121

Cáritas denuncia «ganância» como origem da crise


Comunicado da Comissão Permanente da Cáritas Portuguesa

Era bom que estivéssemos errados. Infelizmente para o país e para os portugueses, a Cáritas teve razão quando já, a 3 de Maio do ano passado, denunciou, através da sua Comissão Permanente, a situação de crise que se anunciava com gravidade. A Cáritas fê-lo, conscientemente, a partir da informação recebida de instâncias internacionais credíveis e do conhecimento adquirido no terreno, paróquia a paróquia, diocese a diocese.

As preocupações manifestadas em Maio passado, são agora redobradas pelos ecos que nos chegam do Portugal profundo e que nos falam de famílias amarguradas pelo desemprego, pelos salários em atraso, pelo aumento do custo de vida e pelas notícias preocupantes que todos os dias fazem manchetes nos jornais e são tema de abertura nos telejornais.

No entanto, é em tempo de crise maior que se vê a verdadeira generosidade das pessoas. E os portugueses sempre souberam oferecer-se quando as situações assim o exigem. Desta vez, estamos certos de que isso irá repetir-se. Todavia, para que os portugueses possam percorrer, com esperança, estes caminhos difíceis, impõe-se que os poderes públicos criem as condições efectivas e atempadas conducentes à revitalização da economia.

Contudo, é necessário que a atenção dedicada à dinamização da economia não deixe esquecidas as preocupações concretas e quotidianas das famílias atingidas pela crise, bem como o apoio às pequenas e médias empresas, pois nelas reside o verdadeiro fortalecimento do tecido económico.

É ainda da mais elementar justiça apoiar todos aqueles e aquelas que por perda de emprego ou por endividamento excessivo vivem no desespero, muitos deles e delas vítimas de uma cultura consumista desregulada que promove o ter em detrimento do ser.

Outro motivo de preocupação e mais um indicador da gravidade desta crise é a falência da classe média que contribuiu para o recrudescimento da designada “pobreza envergonhada”. São cada vez mais as famílias desta classe social que recorrem à ajuda fraterna das comunidades cristãs e de outras instituições, encontrando aí as respostas possíveis às suas mais elementares necessidades.

A Comissão Permanente da Cáritas Portuguesa pede à classe política que crie condições para o reforço dos meios dissuasores de falências oportunistas e fraudulentas. Pede ainda todo o empenho na criação e manutenção de emprego, não excluindo o apoio aos que, o tendo perdido, possam criar o seu próprio posto de trabalho. O recurso ao crédito bancário com bonificações decrescentes das taxas de juros deverá ser, para o efeito, a opção a tomar.

Mas é preciso ir mais longe. É preciso que todos se apercebam que esta crise teve origem no homem que fez da ganância a sua cartilha de valores, no egoísmo que só se satisfaz na busca da riqueza, na aquisição de bens supérfluos, na vida superficial, sem valores espirituais nem solidariedade.

Para a superação da crise, a Cáritas reafirma que hoje, como sempre aconteceu, continuará presente, em cada diocese, em cada paróquia, junto de todos os homens e mulheres de boa vontade, para ajudar todos os que estão verdadeiramente empenhados em construir uma sociedade mais humana e mais justa.

É preciso que todos nos mantenhamos vigilantes e empenhados na superação da crise. A própria Democracia o exige. Mas porque os tempos são tão preocupantes, é preciso que haja uma resposta solidária e invulgarmente forte. É nos momentos mais difíceis que se vê a verdadeira alma de um Povo.

Fátima, 7 de Fevereiro de 2009

Alterações na sociedade exigem criatividade na transmissão da fé


Tema em debate no X Colóquio Naconal de Paróquias, que terminou em Fátima

A transmissão da fé na sociedade contemporânea esteve em debate entre sacerdotes e leigos de diversas paróquias portuguesas no X Colóquio Nacional de Paróquias.

Na noite de sexta-feira, dia 6, o Presidente da Conferência episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, abordou a sua experiência pastoral e enunciou os desafios que se colocam a uma sociedade cada vez mais descristianizada. Na manhã de sábado, coube ao teólogo madrileno Juan Martin Velasco, autor publicado em Portugal e professor universitário partilhar as suas reflexões sobre a mesma temática.

A consciência de que é necessário encontrar novas abordagens para a transmissão dos valores e da fé cristã, face às alterações na sociedade, que diminuíram a importância das formas tradicionais de evangelização e catequese, é uma conclusão do encontro. Também se conclui que proporcionar o encontro pessoal com Deus é o desafio mais importante que se coloca aos cristãos, em vez de uma vivência mais baseada numa prática tradicional de raiz social e numa catequese demasiado escolarizante.

Durante a tarde, uma mesa redonda reuniu os Jornalistas Paulo Rocha e Graça Franco, da Rádio Renascença e da Ecclesia, apresentados pelo Padre António Rego, do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais. Em análise, as novas dimensões da comunicação e da necessidade de utilizar adequadamente os novos canais de difusão da informação para uma melhor compreensão da mensagem cristã por toda a sociedade. Graça Franco abordou também a sua perspectiva sobre como o actual momento crítico da economia deve ser perspectivado numa dimensão cristã.

Colóquios de Paróquias

Os Colóquios Nacionais começaram por ser uma realidade em Portugal, após a realização do Colóquio Europeu de Tarragona, em 1985, que versou sobre o tema “Corresponsabilidade na Paróquia”. Com alguma regularidade se têm feito os Colóquios Nacionais, na sequência dos Colóquios Europeus. Neste X Colóquio Nacional de Paróquias tratámos o tema do próximo Colóquio Europeu em Mons (Bélgica): «Porquê transmitir a fé?»

O Colóquio Europeu de Paróquias é um encontro de cristãos de paróquias e comunidades cristãs dos países da Europa. De dois em dois anos, num país europeu diferente, estes cristãos encontram-se em colóquio, onde partilham as suas experiências no que concerne a Igreja e a sociedade, partindo do seu envolvimento pastoral. Pretendem, assim, participar com a sua própria identidade na construção europeia.

quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Qual a mensagem do livro do “Génesis”? (5) - Escola Bíblica Familiar

O primeiro livro da Bíblia recebeu o nome de Génesis porque narra a génese, isto é, a origem do mundo, dos seres humanos, do pecado, do ódio, das raças humanas e do povo de Israel. Foi sendo escrito entre os séculos IX e VI a.c., sendo a redacção final no séc. V a.c.
Está assim dividido:
1a parte: Gn 1-11 é a história das origens da humanidade.
2a parte: Gn 12-25 é a história dos patriarcas Abraão, Isaac, Jacob e José
(um dos filhos de Jacob).
O livro começa com a narração da história da criação do mundo e de todos os seres vivos. A criação não é mero capricho de Deus, mas um gesto de amor. A semana é apenas um artifício literário para ensinar que tudo o que existe é obra de Deus e quer reforçar o descanso sabático.
O ápice desta criação, e portanto desta narração, é a criação do homem e mulher à imagem e semelhança de Deus. Ser imagem e semelhança de Deus significa ser dotado de vontade, liberdade e capacidade de amar.
Depois, descreve a origem e evolução do pecado, atingindo a família com o assassinato de Abel. Para conter o avanço do pecado dá-se o dilúvio.
Com a história da Torre de Babel, o autor sagrado mostra como os homens novamente tentam ocupar o lugar de Deus e são espalhados por toda a terra.
Em seguida, o texto apresenta Abraão, um pastor semi-nómada de Ur da Caldéia, que por inspiração divina deixa a sua terra, sua família e vai à procura da terra prometida.
O objectivo do redactor não é simplesmente descrever factos, mas descobrir neles a presença e intervenção divina.

Meditar com S.Paulo: Col 1, 15-20.
Rezar Salmo 146.

domingo, 25 de Janeiro de 2009

Porque existem na mesma língua diferentes traduções da Bíblia? (3) - Escola Bíblica Familiar

O documento do Concílio Vaticano II “Dei Verbum” (Palavra de Deus) diz que “a Igreja sempre venerou as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo de Cristo”(n.° 21).
Para que todos mantenham um contacto íntimo e constante com os Livros sagrados através da leitura assídua, do estudo e da meditação, “porque desconhecer as Escrituras é desconhecer a Cristo” (São Jerónimo), são precisas traduções acompanhadas das notas explicativas correspondentes, em todas as línguas vivas, para que cada um as possa ler na sua língua materna (DV,25). Porque as ciências bíblicas e da linguagem evoluem, é que vão existindo ao longo dos tempos várias traduções da Bíblia Sagrada, revistas e actualizadas tanto na versão do texto como nas introduções e notas.
A Bíblia começou a ser escrita por volta do ano 1000 antes de Cristo (a.c.) e terminou cerca do ano 100 d.c. . Foi escrita em três línguas: hebraico, aramaico e grego. O Antigo Testamento foi escrito, na sua maior parte, em hebraico. O Novo Testamento foi escrito em grego.
Na época em que a Bíblia foi escrita não existia papel. Ela foi escrita em papiro ou pergaminho (o papiro é uma erva, o pergaminho é uma pele de animal preparada).
Depois do cativeiro babilónico, muitos judeus emigraram da Palestina para o Egipto e para outros lugares e foram esquecendo a língua materna, pois o grego é que era a língua internacional na época da dominação grega. Por isso, no século III a.c. um grupo de sábios (72?) fez a tradução para grego que é chamada “dos setenta”.
Além da tradução grega, houve traduções latinas da Bíblia, por causa da necessidade dos cristãos que falavam o latim e não mais o grego. A mais importante delas, porém, é a Vulgata, nome dado desde o século XIII à versão latina feita por São Jerónimo (347 – 420).
A Bíblia foi impressa pela primeira vez (em latim) por Gutemberg (Mogúncia, 1455).

Meditar com S.Paulo: Act 22, 3-16
Rezar Salmo: 113

Se a Bíblia é Palavra de Deus, como pode ter sido escrita por homens? (2) - Escola Bíblica Familiar

A Sagrada Escritura é o conjunto dos livros escritos por inspiração divina, nos quais Deus se revela a si mesmo e nos dá a conhecer o mistério da sua vontade.
Deus falou aos homens através de outros homens por Ele escolhidos para esse fim, mas sobretudo por meio de seu Filho, Jesus Cristo (Heb 1,1-2).
Desse modo, a Palavra de Deus tornou-se linguagem humana sem deixar de ser Palavra de Deus, assim como o Filho de Deus se fez homem sem deixar de ser Deus; e sujeitou-se, tal como Ele, às limitações e condicionalismos da palavra humana (Bíblia é Palavra de Deus em linguagem humana). Eis alguns desses condicionalismos a ter em conta:
- Condicionalismos de tempo: os livros da Bíblia são fruto do seu tempo. Por isso, se quisermos entender a mensagem de Deus, temos de conhecer o tempo e as circunstâncias históricas em que foi escrito cada um deles.
- Condicionalismos de espaço: os livros da Bíblia nasceram em vários lugares geográficos, cada qual com o seu ambiente próprio: uns na Palestina, outros no mundo grego e outros no Império Romano. E um livro também é filho do meio em que nasceu.
- Condicionalismos de povo: os livros da Bíblia nasceram quase todos do povo semita, mais concretamente do povo judeu, que tem um modo de pensar e de se exprimir muito diferente do nosso. É preciso conhecê-lo, para entender a Palavra de Deus.
- Condicionalismos de cultura: os livros da Bíblia são obra de muitos autores com mentalidade e cultura diferentes, às vezes distanciados entre si por vários séculos. Tudo isso marcou a Bíblia e deve ser tido em conta, pois os autores sagrados, embora escrevessem sob inspiração de Deus, não foram privados da sua personalidade e humanidade.

Meditar com S.Paulo: Rm 1, 1-7.
Rezar: Salmo 100

O que é a Bíblia? (1) - Escola Bíblica Familiar

Não é apenas um simples livro, mas o mais importante dos livros. Nela encontramos a história da nossa salvação. A história do grande amor de Deus por todos os homens. Por isso, os seus ensinamentos são também importantes. Eles são como a luz: iluminam e fortalecem os nossos passos para seguirmos o caminho do bem. Assim, tornamo-nos amigos de Deus e amigos uns dos outros. A palavra Bíblia é uma palavra de origem grega e quer dizer livros. O que, aliás, está muito correcto, pois, na verdade, a Bíblia é formada por 73 livros. Escritos em lugares e épocas diferentes. A Bíblia é conhecida ainda por outros nomes, tais como Sagradas Escrituras, Livro Sagrado, Palavra de Deus, etc.
A Bíblia divide-se no Antigo Testamento (46 livros) e Novo Testamento (27). O Antigo Testamento narra a história de um povo escolhido por Deus, o povo de Israel. Durante muitos anos, Deus acompanhou e preparou com carinho esse povo para receber o seu filho Jesus, o Salvador prometido à Humanidade. O Novo Testamento começa com a vinda de Jesus. Seus primeiros livros são os Evangelhos, que contam os principais factos da vida de Jesus. Cada um recebeu o nome do autor que o escreveu: São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João. Depois, vêm os Actos dos Apóstolos, que narram o início da história da Igreja. Tem também as epístolas, com destaque para as de S.Paulo (que são as cartas escritas pelos apóstolos às comunidades cristãs) e o Apocalipse.

Meditar com S.Paulo: 2 Cor 3, 1-4.
Rezar: Salmo 33.

sábado, 17 de Janeiro de 2009

VI Encontro Mundial das Famílias


Associação dos Santuários de Portugal

quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Sou um Cego - Paulo de Tarso

Ano Paulino

quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Baptismo


O Baptismo é o primeiro sacramento a ser administrado/recebido pelo cristão e comum a todos.

Estabelece uma relação pessoal com Jesus. Significa também a inserção na comunidade dos fiéis, a Igreja. Realiza o perdão dos pecados e marca o início duma nova vida como irmão ou irmã de Jesus Cristo, filho ou filha de Deus.

O Baptismo é válido para sempre. Não é possível anulá-lo. Nenhum pecado suprime a aliança selada pelo Baptismo.
Quando os pais e padrinhos trazem uma criança junto à água do Baptismo, querem transmitir-lhe não apenas a vida mas também a fé, e prometem conduzir e acompanhar essa criança no caminho da fé.

segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Sacramento do Crisma

Nascidos para a vida da graça, pelo Baptismo, é pelo Sacramento da Crisma que recebemos a maturidade da vida espiritual. Ou seja, somos fortalecidos pelo Divino Espírito Santo, que nos torna capazes de defender a nossa Fé, de vencer as tentações, de procurarmos a santidade com todas as forças da alma.Pelo Batismo nós nascemos, pelo Crisma nós crescemos na vida da graça. Pelo Baptismo nós nascemos, pelo Crisma nós crescemos na vida da graça.
Sabemos que verdadeiramente Jesus Cristo instituiu o Sacramento do Crisma porque os Apóstolos administraram-no, como aparece nos Actos dos Apóstolos (Actos, 8, 14) e porque a Igreja sempre ensinou esta verdade. Está patente na tradição da Igreja: S. Cripriano, Bispo martirizado no ano 258: “Os baptizados serão conduzidos aos Bispos, a fim de, por sua oração e imposição das mãos, receberem o Espírito Santo, e pelo selo do Senhor, serem perfeitos.

sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Vista Pastoral a Valadares: 28 de Abril a 4 de Maio

Quinta-feira (01/05) – 10h acolhimento junto à Igreja Paroquial; 10h30m encontro com as pessoas do lugar de Valadares; 11h visita aos doentes (Valadares); 11h45m visita Centro Social, Junta de Freguesia, Jornal Ecos, Rancho (instalações); 14h10m Cavadas; 14h30m Paradela; 16h Covelo; 17h45m Gramol; 18h10m Ribeira; 18h40m Vilarinho; 21h encontro no salão paroquial com Casais/ famílias e Lectio Divina.

Sexta-feira (02/05) – 11h visita à escola e ao Jardim-de-infância; 14h Boavista; 14h30m Pedreira; 15h10m Granja; 16h35m Chão do Coto; 17h10m Preguinho; 18h30m Prezinha; 18h50m Ortigueira; 19h15m Gamoal; 21h encontro no salão paroquial com grupos de co-responsabilidade paroquial (todas aquelas pessoas que exercem algum serviço na paróquia).

Sábado (03/05) – 16h Encontro com os crismandos no salão paroquial.

Domingo (04/05) – 10h Missa de encerramento da Visita Pastoral com celebração do Crisma.

Vista Pastoral a Manhouce: 28 de Abril a 4 de Maio

Segunda-feira (28/04) – 14h acolhimento junto à Igreja Paroquial; 14h30m encontro com as pessoas do lugar de Manhouce; 15h visita Centro Social; 15h45m visita aos doentes - Manhouce; 16h30m Quinta das Uchas (Vendas); 17h10m Carregal; 18h30m Salgueiro; 19h15m Muro; 20h Lombas.

Terça-feira (29/04) – 10h30m visita à Junta de Freguesia; 11h visita à escola e ao Jardim-de-infância; 14h30m Gestoso; 15h15m Gestosinho; 16h Bondança; 16h45m Sequeiro; 17h30m Lageal; 18h15m Malfeitoso; 18h40m Vilarinho; 21h encontro na Igreja com Casais/ famílias e Lectio Divina.

Quarta-feira (30/04) – 14h30m passagem pelos Montes; 15h30m Bustarenga; 17h Sernadinha; 18h45m encontro na Igreja com grupos de co-responsabilidade paroquial (todas aquelas pessoas que exercem algum serviço na paróquia).

Sábado (03/05) – 18h encontro com os crismandos na Igreja.

Domingo (04/05) – 15h Missa de encerramento da Visita Pastoral com celebração do Crisma.

sábado, 19 de Abril de 2008

Ajuda para rezar

terça-feira, 15 de Abril de 2008

Festival Diocesano da Juventude 20 de Abril - 15 horas - Centro Pastoral Diocesano




quinta-feira, 10 de Abril de 2008

D. Ilídio Leandro, Bispo da Diocese de Viseu, em Visita Pastoral à Paróquia de São Pedro do Sul















22 de Abril Terça-feira
15:00h - Visita à Câmara Municipal
16:00h - Visita aos doentes
20:30h - Igreja Matriz - Missa seguida de reunião com as Comunidades da Leitura Orante da Palavra

23 de Abril Quarta-feira
14:30h - Visita aos Bombeiros Voluntários
15:00h - Visita aos Bombeiros de Salvação Pública
15:30h - Visita à Misericórdia
17:30h - Visita aos doentes
19:00h - Missa em Arcozelo (Capela de Santa Eufémia)
21:00h - Igreja Matriz - Reunião com Casais

24 de Abril Quinta-feira
14:00h - Visita às Escolas
17:30h - Missa em Pouves
19:00h - Missa em Negrelos
21:00h - Igreja Matriz - Reunião com: Conselho Assuntos Económicos, Ministros Extraordinários da Comunhão, Catequistas, Animadores das Comunidades da Leitura Orante da Palavra, Mensageiros da Visita Pascal, Acólitos, Leitores, Cantores, Organista, Zeladoras da Igreja, Responsáveis dos oratórios da Sagrada Família, Mordomos das Festas, Sacristão, Mesa da Irmandade do Santíssimo, Mesa da Misericórdia de Santo António

25 de Abril Sexta-feira
19:00h - Missa na Ponte

26 de Abril Sábado
09:00h - Rádio Lafões
10:30h - Igreja Matriz - Reunião com os Crismandos e Confissões

27 de Abril Domingo
10:00h - Missa da Visita Pastoral com celebração do Crisma
12:30h - Almoço

D. Ilídio Leandro, Bispo da Diocese de Viseu, em Visita Pastoral à Paróquia de Várzea de Lafões

15 de Abril Terça-feira
21:00h - Salão Paroquial - Reunião com as Comunidades da Leitura Orante da Palavra

16 de Abril Quarta-feira
15:00h - Visita aos Balneários das Termas
18:00h - Missa na Igreja das Termas
21:00h - Salão Paroquial - Reunião com Casais

17 de Abril Quinta-feira
21:00h - Salão Paroquial - Reunião com: Conselho Assuntos Económicos, Ministros Extraordinários da Comunhão, Catequistas, Animadores das Comunidades da Leitura Orante da Palavra, Mensageiros da Visita Pascal, Acólitos, Leitores, Cantores, Organista, Zeladoras da Igreja, Responsáveis dos oratórios da Sagrada Família, Mordomos das Festas, Sacristão, Mesa da Irmandade de Nossa Senhora da Nazaré

18 de Abril Sexta-feira
14:30h - Visita às Escolas - Visita aos doentes
19:00h - Missa na Igreja Matriz de Várzea e Confissões para os Crismandos

19 de Abril Sábado
14:30h - Salão Paroquial - Reunião com os Crismandos

20 de Abril Domingo
10:00h - Missa da Visita Pastoral com celebração do Crisma
Inauguração das obras do Adro e Capela Mortuária
12:30h - Almoço

quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Visita Pastoral a Carvalhais de 08 13 de Abril

PROGRAMA OFICIAL

Terça – feira: 08
11:00 – Celebração com os idosos;
12:30 – Almoço com os idosos;

Quarta – feira: 09
15:00 - Visita a idosos acamados;
19:00 - Celebração da Eucaristia em Ribas;
20:00 - Reunião com lanche em Ribas;
21:00 - Fim da visita, regresso a Viseu.

Quinta – feira: 10
10:00 - Visita à Creche, Jadim de Infância e Escola do 1ºciclo de carvalhais;
11:00 - Visita ao Jardim de Infância e Escola do 1º Ciclo de Sá;
12:00 - Visita às instalações do Centro de Promoção Social e Escola Profissional, com almoço;
15:00 - Visita a empresas;
18:30 - Celebração da Eucaristia em Roçadas;
19:30 – Jantar
21:00 – Reunião com Conselho Económico e conselho Pastoral

Sexta – feira: 11
15:00 - Visita a empresas;
17:00 - Encontro com a Comunicação Social;
19:00 - Celebração da Eucaristia na Capela da Sr.ª das Chãs em Sá;
20:00 - Jantar
21:00 - Visita à Associação Desportiva e Cultural de Sá e encontro com a população;

Sábado: 12
10:00 – Confissões na Igreja Paroquial
16:00 – Encontro com catequese, visita à sede dos Escuteiros;
16:30 – Encontro com Jovens;
17:15 – Encontro com crismandos;
18:00 – Reunião com casais jovens;
19:00 – Celebração da Eucaristia;
20:00 - Jantar com empresários, Junta e Assembleia de freguesia de Carvalhais no Restaurante S. Tiago;

Domingo: 13
10:30 - Recepção e boas vindas à entrada do Adro;
11:00 - Celebração da Eucaristia e Crisma;
12:30 - Bênção da casa Paroquial e Museu Rural;
13:00 - Almoço Paroquial e Crismal.

sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Pindelo dos Milagres

Pindelo dos Milagres, freguesia beirã situada no concelho de São Pedro do Sul, distrito de Viseu, ocupa uma área de mil e novecentos e trinta e seis hectares e nos sensos de 2001 contava com 714 habitantes. Distando cerca de dez quilómetros da sede de concelho, esta freguesia confina com Figueiró de Alva, Vila Maior e Pinho, Ribafeita (concelho de Viseu) e Moledo e Mamouros (concelho de Castro Daire).
Actualmente, Pindelo dos Milagres é constituída por duas povoações, Pindelo e Rio de Mel, e um lugar onde existe apenas uma família, lugar dos Súmios. Antes de ser designada como tal, esta freguesia tivera o nome de Pindelo de Lafões.
No século anterior, a freguesia deixa de pertencer ao concelho de Lafões ou Vouzela e é integrado no concelho de S. Pedro do Sul. No local da freguesia houve, possivelmente uma capela de São Domingos, que terá desaparecido para ficar apenas a de Nossa Senhora dos Milagres. Mais tarde, na povoação de Rio de Mel, foi construída a capela de S. Domingos, passando a ser Padroeira desta. Contudo o orago da bela freguesia de Pindelo é Nossa Senhora dos Milagres, adoptando a freguesia o nome da sua padroeira.

Mais informações em: http://www.pmilagres.jfreguesia.com/

domingo, 16 de Março de 2008

Carta aos Gálatas


As igrejas da Galácia (Ásia Menor) devem ter sido fundadas por ocasião da 1.ª viagem missionária de Paulo. O Apóstolo dos gentios escreve a Carta aos Gálatas entre 55 e 57.
CONTEXTO
Na altura, nem sempre havia uma distinção clara entre judaísmo e cristianismo. Pregadores judeus, que seguiram os passos de Paulo, vieram anunciar a necessidade da circuncisão para a salvação. É que, no início da Igreja, o mais sério problema que se apresentou à consciência cristã foi o da relação da “nova doutrina” de Cristo com a Lei de Moisés, ou melhor, com o Antigo Testamento.
O Antigo Testamento, cujos cinco primeiros livros, ou Pentateuco, constituem a Lei de Moisés, ainda hoje é venerado pelos cristãos como Palavra de Deus; mas as suas prescrições sobre o culto, os alimentos, as doenças, etc. ver o Levítico deixaram de vigorar. Hoje, é claro que não estamos obrigados a tais prescrições; para os primeiros cristãos, porém, o assunto não era tão claro. Tratava-se de judeus convertidos, que continuavam a observar a Lei e a circuncidar-se. A Igreja nasceu no seio do Antigo Testamento.
Esta Carta pode considerar-se uma espécie de circular, apaixonada e polémica (5,12), dirigida às pequenas comunidades dispersas pelo imenso território da Galácia, que estavam em situação de crise de identidade cristã. Tratava-se da fidelidade ou infidelidade ao Evangelho, num momento em que o cristianismo corria perigo de se converter numa simples seita judaica.
DIVISÃO E CONTEÚDO
O conteúdo desta Carta pode resumir-se no seguinte:

I. Origem divina do Evangelho
II. O Evangelho faz-nos filhos de Deus
III. O Evangelho faz-nos livres
IV. Vida cristã, caminho de liberdade

TEOLOGIA
A discussão acerca do anúncio do Evangelho também aos pagãos, considerados imundos pela Lei, foi o primeiro problema que surgiu após a Ressurreição de Cristo e do Pentecostes. Depois, levantou-se o problema de se os cristãos, vindos do paganismo, estavam também sujeitos à Lei mosaica. Divergiam as opiniões. Paulo, apesar de ser judeu da seita dos fariseus (os mais zelosos da Lei), tornou-se o campeão da liberdade cristã ou da não sujeição à Lei, interpretada à maneira dos fariseus. Isso mereceu-lhe a hostilidade, não só dos judeus, mas também dos cristãos de origem judaica. O chamado concílio de Jerusalém não conseguira acalmar completamente os ânimos. Cristãos de origem judaica os judaizantes puseram em causa a validade e legitimidade do anúncio evangélico feito por Paulo, negando-lhe a dignidade apostólica e acusando-o de pregar um Evangelho mutilado e de anunciar um cristianismo diferente do dos outros Apóstolos de Jerusalém. Por isso, tentavam submeter os recém-convertidos ao jugo da Lei.
Foi o que aconteceu nas igrejas paulinas da Galácia. Nas pegadas do Apóstolo, os judaizantes atraíram os gálatas para a sua causa. Paulo escreveu-lhes, então, esta Carta polémica, em defesa da sua dignidade apostólica e da ortodoxia da sua doutrina, reconhecida, sobretudo, pelas colunas da Igreja-mãe de Jerusalém; expõe aqui o seu pensamento sobre as relações entre a Lei de Moisés e Cristo. Este último ponto será amplamente tratado na Carta aos Romanos, cronologicamente posterior à Carta aos Gálatas.
Para o Apóstolo, a Lei de Moisés foi sobretudo «um pedagogo», cuja missão era conduzir a Cristo. Se os cristãos continuassem a observar a Lei como necessária para a salvação, então a obra de Cristo teria sido inútil: a salvação não nos viria por Ele, mas pela Lei. Por isso, o que nos justifica não são as obras da Lei, mas a fé em Cristo.
Partindo deste princípio, Paulo vai ainda mais longe. Esforça-se por provar aos seus adversários que a Lei nunca justificou ninguém. O próprio Abraão não foi justificado pela observância da Lei, mas pela fé e pela Promessa.
A Lei não fez mais do que manifestar o pecado, ao indicar um caminho, sem dar forças para o seguir. Só a Boa-Nova de Cristo, que é poder de Deus para todo o que crê, justifica, porque, indicando o caminho, dá também a força sobrenatural para o seguir. O grupo dos judaizantes quase desapareceu com a queda de Jerusalém, por volta do ano 70.

terça-feira, 11 de Março de 2008

2ª Carta aos Coríntios


Paulo escreve esta Carta provavelmente depois de ter abandonado Éfeso e quando se encontrava na Macedónia, no fim do ano 56. Não é fácil reconstituir os acontecimentos que se passaram depois da 1.ª Carta; mas, quando o Apóstolo se decide a escrever esta, fá-lo reconfortado com as boas notícias que Tito lhe trouxera de Corinto.

DIVISÃO E CONTEÚDO
Sem obedecer propriamente a um plano, esta Carta divide-se em três partes claramente distintas:

Prólogo, que tem uma saudação e uma bênção.
I. Paulo faz a apologia do seu comportamento em relação aos coríntios.
Começando por se defender das acusações de inconstância e de leviandade que lhe fazem, sublinha, depois, a grandeza do ministério apostólico e termina com um apelo à confiança afectuosa dos seus destinatários.
II. Paulo dá instruções relativamente à colecta em favor da igreja de Jerusalém.
III. Defesa de Paulo, que faz novamente a sua apologia, em tom polémico e cáustico, defendendo a autenticidade do seu ministério contra uma minoria de agitadores que trabalham no seio da comunidade.

TEOLOGIA
Escrita num estilo apaixonado e vibrante, onde abundam as antíteses e frases cheias de ritmo e de sentido que se tornaram célebres, esta bem pode ser considerada a Carta magna do apostolado cristão, que nos informa sobre aspectos relevantes da missão de Paulo e sobretudo nos revela a sua alma, no que ela tem de mais humano e sobrenatural.
Não tendo o valor doutrinal da 1.ª Carta, dá-nos, contudo, preciosos ensinamentos sobre as relações entre os dois Testamentos, a Santíssima Trindade, a acção de Cristo e do Espírito Santo e a escatologia individual.

1ª Carta aos Coríntios


Paulo escreveu esta Carta em Éfeso, durante a terceira viagem missionária, para remediar os abusos, nomeadamente as divisões e escândalos de que teve conhecimento por mensageiros vindos de Corinto, e para responder às questões que lhe foram postas por escrito. Estas circunstâncias explicam o carácter não sistemático da Carta, com a única preocupação de enfrentar as necessidades e resolver as dúvidas dos seus correspondentes.

CONTEÚDO
O conteúdo da 1.ª Carta aos Coríntios pode resumir-se nos seguintes pontos doutrinais:
I. Divisões na igreja de Corinto
II. Escândalos na igreja
III. Resposta a questões concretas
IV. A Assembleia Litúrgica
V. Os carismas
VI. A ressurreição dos mortos

TEOLOGIA
Os cristãos de Corinto enfrentaram várias “tentações”: reduzir a fé cristã a uma sabedoria humana, diversificada à maneira das escolas filosóficas de então; ceder aos imperativos de uma ética sexual, caracterizada, ora por um excessivo laxismo, ora pelo desprezo da carne, segundo as diferentes correntes filosóficas; continuar a observar as práticas cultuais do paganismo e a sofrer a influência suspeita das refeições sagradas e do frenesim delirante de certos ritos. Tiveram ainda dificuldade em conciliar o mistério fundamental da ressurreição dos mortos com as doutrinas dualistas da filosofia grega.

As soluções propostas estão marcadas pelos condicionalismos culturais de então e pelo concreto da vida; mas não se reduzem a mera casuística já ultrapassada, porque o génio de Paulo, mesmo quando desce a questões do dia-a-dia, sabe sempre elevar-se aos princípios fundamentais que lhes asseguram perenidade e oferecer-nos uma teologia aplicada ao concreto da vida cristã.

Daqui o interesse e a actualidade desta Carta: através dela, sentimos ao vivo o pulsar de uma comunidade cristã muito rica, a forte personalidade de Paulo, muito consciente das suas responsabilidades, e a presença constante do Ressuscitado que anima a comunidade e a tudo dá sentido.

sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

03 a 09 de Março: Visita Pastoral à Paróquia de Vila Maior.

Vila Maior tem uma área de 16,2 km2, está situada entre os vales do rio Sul e Vouga, com altitudes entre 210 a 600 metros, confrontando com São Pedro do Sul, São Félix, Sul, Figueiredo de Alva, Pindelo dos Milagres e Pinho. Segundo os sensos de 2001 tem uma população de 1.127 habitantes.

É uma das maiores e mais desenvolvidas freguesias do concelho, sendo formada pelas seguintes povoações: Aldeia, Casalinho, Castelo Cobertinha, Doide, Estercada, Goja, Igreja, Joazim, Outeiro de Nespreira, Pereiro, Peso, Regada, Ribeira de Amarante, Sendas, Telhado, Torre, Vale de Macieira, Aido, Barreiros, Chorial, Nespereira Alta, Souto de Ufo, Souto Tapado e Vale Pedro.
O Topónimo Vila Maior advém do temo “villa”, designação atribuída às propriedades rústicas típicas da época romana, que existiam em grande número neste espaço geográfico.

As primeiras referências documentais a esta freguesia datam do século XII e citam a Igreja de Santa Maria como sendo da “villa de Amarantes”, em vez de Vila Maior. Após a instituição da paróquia, cujoorago é Nossa Senhora da Purificação, em finais do século XII, o topónimo mudou para aquele que se conhece hoje.

quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Vamos ler a Bíblia

Esta semana apresentamos aos ouvintes do programa a Epístola de São Paulo aos Romanos.

Assim, e para “abrir o apetite” à leitura desta carta, apresentamos a Teologia dessa carta: os temas que a compõem.
E, todas as semanas, que apresentarmos um livro da Bíblia, irá ser assim: aqui no blog colocaremos a teologia/temas principais desse mesmo livro.

Epístola aos Romanos

Na primeira parte, Paulo expõe o seu Evangelho (cap. 1-11): a salvação realizada por Deus em Cristo é universal e exclusiva; estende-se a judeus e gentios e só pode adquirir-se pela fé, já que, sem Cristo, nem sequer os judeus estão em condições de cumprir a Lei e salvar-se, assim, pelos próprios meios (1,18-5,21). E é por causa disso que Paulo é acusado de destruir as duas realidades constitutivas de Israel: a sua eleição, como povo de Deus, e a Lei, como norma de vida (3,1-8). Nos cap. 6-8 responde à questão sobre a Lei: a fé em Cristo não é contra a Lei, mas é mesmo o único meio que nos torna capazes de a cumprirmos. Nos cap. 9-11 mostra como a Igreja de Cristo, ao acolher os pagãos, não perdeu as suas raízes no povo cuja eleição começa em Abraão; pelo contrário, só quando todos, pagãos e judeus, aderirem a Cristo, se cumprirão plenamente as promessas de Deus.

Na segunda parte (cap. 12-16), Paulo exorta à unidade, que provém da participação comum no amor de Cristo e se manifesta no bom relacionamento entre os de dentro e os de fora da Igreja (cap. 12-13) e, sobretudo, na aceitação da sensibilidade e diversidade próprias de cada um (14,1-15,13). Temos aqui o Evangelho na sua expressão prática. 15,14-16,27 é a conclusão.

Visitas Pastorais


O Programa das Visitas Pastorais de D. Ilídio ao Arciprestado de São Pedro do Sul iniciou-se em Junqueira e Arões.

Depois de um interregno de um ano reiniciou-se no Candal, na última semana do ano de 2007. De 14 a 20 de Janeiro foi a vez de Pinho e São Félix; de 21 a 27 do mesmo mês a Sul; de 04 a 10 de Fevereiro a Santa Cruz da Trapa e São Cristóvão de Lafões; de 18 a 24 do mesmo mês a Figueiredo de Alva e Baiões; nesta semana (25 de Fevereiro a 02 de Março) está, o Senhor Bispo por terras de Serrazes e Bordonhos.

sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

Oratória em Mangualde

sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

Visitas Pastorais em S. Pedro do Sul

Visitas Pastorais em S. Pedro do Sul

Mensagem de Natal 2007 de D. Ilídio Leandro

Jesus Cristo, a Boa Nova para um Mundo Novo

É Natal! Jesus nasceu de verdade e está connosco! Ele é Palavra de Deus – Boa Nova para um Mundo Novo. Este acontecimento, de acordo com todo o longo Advento que o preparou e no-lo anunciou, mudou toda a perspectiva de vida e de felicidade. Estas não existem, nem jamais são possíveis, sem os valores que o Deus, que Se fez Menino, veio proclamar como Sua vontade para todos os homens. E estes valores são a paz, o amor, a fraternidade, a justiça, a solidariedade, a verdade, a rectidão, a alegria. Para todos aprenderem estes valores, Jesus fundou uma Escola, com uma Mensagem que é Boa Nova, chamando-nos a ser Seus Discípulos. Para todos viverem estes valores, Jesus convida-nos a fazermos um anúncio jubiloso e feliz, chamando-nos a ser Seus Missionários.
Sem querermos escutar, aprender, celebrar, viver e ensinar estes valores, não há Natal, ainda que haja tudo o resto que constitui a cultura, a tradição e os hábitos familiares, religiosos e sociais do Natal.
Natal é, pois, acolher estes valores e ensiná-los com o testemunho da nossa vida, acreditando que todos os homens e todos os povos são seus destinatários, independentemente de onde estejam. Natal é, pois, viver estes valores, no dia a dia, nas nossas relações com todos os homens, independentemente das diferenças que tenham. Natal é, pois, ver em cada homem um irmão e tudo fazer para que ele, ao nosso lado, seja feliz, independentemente de quem seja. Natal é, pois, fazer a paz, viver o amor, construir a fraternidade, promover a justiça, realizar a solidariedade, afirmar a verdade, ensinar a rectidão e transmitir a alegria, a todos e com todos, independentemente de onde estejam ou quem sejam. É urgente celebrar este Natal que faz apressar o Futuro, realizar a Promessa, concretizar a Esperança, viver a Vida Nova, na alegria e na comunhão.
São estes os critérios para avaliarmos se, neste Natal, Jesus nasce no nosso Presépio ou se O rejeitamos, mais uma vez, na nossa casa, na nossa Igreja, na nossa vida… Ainda que não falte nada de tudo o resto…
Estes são os votos do vosso Bispo, que é vosso amigo e vosso irmão, neste Natal de Jesus que nasceu para todos nós.

sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Boas Festas

A equipa do Programa Pedra Angular deseja a todos os ouvintes e internautas Santo e Feliz Natal.

III Domingo do Advento

Domingo da Alegria.
O Senhor está perto.
Clique aqui para ouvir a Ode à Alegria de Ludwig van Beethoven
.

quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

Já tem conhecimento do novo Plano Pastoral?

Plano Pastoral 2007/2008 - Jesus Cristo, Boa Nova para um Mundo Novo - Um Plano Pastoral Diocesano visa apresentar um tema/lema que sirva linha mestra e fio condutor de toda a acção/orientação que essa determinada Igreja Local vai desenvolver. Nas Paróquias, nos Secretariados e Movimentos. Assim, e sob o lema: O Senhor enviou-nos a viver a Boa Nova, neste biénio vamos ter como objectivos: - Construir uma comunidade diocesana evangelizada e evangelizadora; - Criar oportunidades que permitam a todos aprofundarem os conteúdos da fé e assumirem a sua responsabilidade evangelizadora. - Criar dinamismos evangelizadores a todos os níveis. - Formar agentes para o anúncio da fé e para a evangelização, a todos os níveis. - Descobrir, na Bíblia, as características de um “mundo velho” e de um “mundo novo”, segundo Jesus Cristo. O Plano Pastoral encontra-se disponível em www.diocesedeviseu.pt para poder ser lido e consultado.

sábado, 17 de Novembro de 2007

Natal Solidário

No dia 16 de Dezembro, o Departamento da Pastoral Juvenil da Diocese de Viseu, vai levar a cabo, mais uma vez, o Natal Solidário. Todos os anos, o Departamento faz
a recolha de bens alimentares que posteriormente entrega a Instituições de solidariedade social, no âmbito da juventude e adolescência. “Cada ano supera o anterior”, disse Pe. Júlio, responsável por este Departamento, mais ainda, “como somos um órgão diocesano, temos bastante credibilidade e as pessoas sabem que tudo o que nos entregarem será entregue ás Instituições contempladas.
Para este ano, ainda não são conhecidas as Instituições que irão usufruir desta iniciativa, as quais serão brevemente anunciadas.
A recolha desses mesmos bens serão entregues no dia 16 de Dezembro no Centro pastoral Diocesano de Viseu.
Mais informações em www.dpjviseu.com

História da Sé de Viseu

De 17 de Novembro de 2007 a 17 de Fevereiro de 2008, o Museu de Grão Vasco, em Viseu, apresenta ao público a exposição “Monumentos de Escrita: 400 Anos da História da Sé e da Cidade de Viseu”.
Partindo do rico acervo documental do seu arquivo, recentemente objecto de um criterioso processo de inventariação e catalogação, o Museu de Grão Vasco propôs-se cumprir a missão de conhecer, conservar, estudar e divulgar o património à sua guarda. Para a construção deste projecto expositivo, “Monumentos de Escrita”, escolheu como denominador comum a Sé e a cidade de Viseu, entre os séculos XIII e XVII.

sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Oração para a Semana dos Seminários

Jesus Cristo, Sacerdote único e eterno,
sois o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas.
Sois o mesmo ontem, hoje e por toda a eternidade.
Só vós dais sentido à vida de cada um de nós,
só em vós há futuro para a humanidade,
porque acreditar no Filho de Deus é ter a Vida Eterna.

Vós confiastes à Igreja o ministério sacerdotal
sacramento do Vosso Amor incondicional ao Pai e aos irmãos.
Fazei dos nossos seminários sementeiras de Amor,
de serviço e de entrega radical pelo Vosso Reino,
sinais de esperança de um futuro de vida em abundância para todos.

Confiamo-vos os nossos Seminários:
confirmai nos dons do Espírito os Bispos e demais formadores;
fortalecei e iluminai no discernimento vocacional os alunos;
enchei de generosidade e espírito de serviço
os colaboradores que neles trabalham;
recompensai e abençoai os seus benfeitores
que com a oração e partilha de bens,
zelam pela missão de formação.

Por intercessão da Virgem Maria e de S.José,
concedei à vossa Igreja e ao mundo
os sacerdotes generosos e santos de que precisam.

Ámen.

Queres ser Padre?




sábado, 27 de Outubro de 2007

Primeira emissão

A partir de 02 de Novembro de 2007, semanalmente às 19:00h de Sexta-feira, pode acompanhar, em FM 93.0 ou 95.4, frequências da Rádio Lafões, as interessantes emissões do PROGRAMA PEDRA ANGULAR - Espaço da Igreja Católica na Rádio Lafões.